...E mais uma vez eu me encontro aqui, com os olhos marejados e nenhuma vontade de levante. Sonhos e metas todos por vir e é claro o caminho até eles, é seguro. Não é isso que me põe medo.
Porém, ainda me vejo perdida e amedrontada, ainda me vejo no meio do mar, entre cores e dores, flores, amores e espinhos. Sem saber que lado de mim escolher ou que pseudônimo assumir. O que me faz ou o que te faz mais feliz? querer ou esquecer?! Esperar? Desesperar..?
Continuo nadando entre as dúvidas e navegando nos dias desde que perdi teu carinho e tua companhia.
Hoje vejo que o lamento não é uma opção e nunca pode se tornar uma verdade. O único lamento, que condiz com os sãs, é o observar de longe sua escolha, é notar que ela não tem espaço para novidades e as loucuras que julgávamos estar preparados. É perceber que dentre tantas as coisas que você já teve a melhor nunca foi sua de verdade, se assustou no caminho e se fez por completo em reticências ao acaso.
Minha realidade nunca esteve unida com a tua a não ser nas expectativas, nos sonhos e nas ilusões. Durante muito exclamei: " e quem se importa?!" Se somos mesmo loucos, como tão poucos, não nos deveria importar a burocracia do entender.
De fato, não nos deveria, mas fizemos e fazemos a todo momento, transformando nossa rotina numa realidade distante, numa realidade onde o calar sufoca toda a expectativa que um dia nos fez vivos, inertes e superficialmente apaixonados.
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