E então percebi que seus olhos nunca me olharam de volta, que a parte do seu caminho que traçou com o meu foi pura sorte. Essa que me trouxe você e fez o favor de levá-lo sem nada explicar.
Deixou as lembranças da tua partida, e principalmente a cena lendária das tuas costas sem hesitar ao me dizer adeus. Foi quando eu percebi que é mais difícil se livrar do que a gente cria do que do que realmente existe.
Fomos tudo que é certo na hora errada... sem rancor, sem mágoas e também sem demora.
Lembro do teu desenho antes de partir e penso no quanto que foi junto contigo. No quanto que tu levaste em um único adeus.
Perdi os último minutos rogando em silêncio contra tua partida, tudo em vão. Um último adeus, aquele último adeus que agora não faz mais sentido.
A luz acendeu, a rua clareou, perdeu o colorido e tornou-se inerte perante a veracidade dos nossos extintos sonhos de casal.
Perdi os último minutos rogando em silêncio contra tua partida, tudo em vão. Um último adeus, aquele último adeus que agora não faz mais sentido.
A luz acendeu, a rua clareou, perdeu o colorido e tornou-se inerte perante a veracidade dos nossos extintos sonhos de casal.
Vai! Vai costurando teus pedaços e procurando morada d'baixo do teto de alguém que não se importe em morrer estandarte ao teu lado. Vai, que enquanto isso me perguntarei diversas vezes se antes de cada beijo aquele silencio vai te roubar pra outro mundo e mais uma vez te lembrar que fomos tudo de certo na hora errada.
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