sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Verdade

Meu caminho fora trancado. Meus dias derramaram rastros de dor, de lágrimas e confusão. Chorei sem disfarçar. Lavei e limpei a alma, tentei falar mas meu grito mudo engasgou. Deixou aquele velho nó que a gente sente quando se faz de forte e me fez mudar de rota, ou achar que tinha mudado. 
Tentei. Fiz de tudo, fui louca, até suicida. Fui triste por te amar demais, até mais que a mim. Muito mais que a mim. Não tem segredo, apenas doei-me e doeu, a culpa foi minha, eu tenho esse vício de me machucar...
Meus dias ficaram cinzas e não tocar no assunto sempre me trazia um ou dois sorrisos, até ficar sozinha novamente e ser atormentada por todas as lembranças e por aquele bem querer que me escolheu como vítima.
Ainda bem que tenho lápis de cor, pintarei meu arco-íris, meu céu, meu inferno, meu mundo. Colocarei as cores mais coloridas possíveis e desenharei um sol bem grande, porque, crescer é isso mesmo, né?! Cair, levantar, acreditar, ser inteira. E isso, eu fui!

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