quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Nosso maior


Nosso José cantou, fechou os olhos. Cantou o pé para o mais belo azul, como assim seus olhos eram. Lembro que da minha janela vi o céu se abrir em um determinado horário do dia, era ele. Eram os olhos dele chegando. Eu nessa hora me peguei em um breve suspiro e uma muda exclamação sobre a perfeição que acabara de vislumbrar, mal sabia que era um Barros que voltava pra casa. Mal sabia que era aquele homem que de norte á sul, leste á oeste cantou felicidade. Encantou muitos e hoje carrega sua beleza para surpreender outros povos.
Não vou mentir que se estivesse usando papel e caneta estas palavras sairiam borrada. Deixo claro pra ti meu querido tio – que durante tanto fez ás vezes de pai - que se hoje choramos é porque a falta será grande. É porque o penar da ausência dos teus olhos, do teu caminhar e dos teus ensinamentos  fincou um buraco em todos nós. Porém, não se abale. Aproveite as belezuras do céu com a certeza de que essa dor em pouco será toda saudade.
Vai.
Pai do céu, cuida do nosso José que a missão dele aqui já foi cumprida com excelência. Seus pecados foram todos enterrados  e agora sei que irá recebê-lo de braços abertos, nosso grande e amado José Antônio! 

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