quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

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Posso ouvir o som dos meus pensamentos, são tão barulhentos. meus desejos gritam, as vontades não param de conversar e e tudo parece uma grande festa de tanto barulho. Reflexões e conclusões caminham entre si com mais cuidado, mas ainda assim deixam sua marca de som. Os dilemas, eles gritam, choram, fazem birra. Sem cessar.
Por fim, quando acho que essa explosão transforma meu sorriso vejo no espelho que nada mudou.Nada. A mesma expressão me acompanha independente do que lá dentro eu queira ou peça.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Sem despedidas

A porta nunca esteve trancada, da mesma forma que não existiu uma licença não irá existir uma despedida formal, o tempo se encarrega de criar um abismo entre nós e tudo torna-se incerto. Não adianta mais questionar-se, não adianta mais nada, nosso caminho fora traçado e este, não era o mesmo. Foi simples, apenas voltei a ser só eu. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Força



Deve ter sido a vida, seus dias ou sua forma intensa de amar. Pode ter sido a criação ou simplesmente a essência, de certo, eu não sabia de onde vinha tanto poder. Era diferente, seu toque, seus beijos, tudo era diferente. Ele sabia dar e receber carinho despretensiosamente como ninguém... 
Meus olhos agora estavam presos as lembranças que passei com aquele rapaz, minha vontade procurava saída até sua imagem e meus pensamentos... Ah, meus pensamentos, estes já não tinham mais saída, eram por inteiro dele. 
Sem meias palavras, se nosso caminho fora traçado ou não, não me interessa. Se eu já conhecia esse poder de outras vidas também não me interessa, cansei de falar de amor usando a teoria do impossível, quero um livro novo. Platão perdeu o sentido.
Era bem assim que eu me sentia quando ele me desejava, escrevendo um livro novo, sem teorias antigas e sem demasiadas regras, sem conceitos conhecidos, sem sentido para explicar como tudo isso passara a acontecer do dia para a noite. 
Meu eu queria fazer morada d’baixo daquele teto, d’baixo daquela intensidade que sem querer aprendeu o caminho de me conduzir entre a raiva, ciúmes e a imensurável saudades - e que saudades -  em tão pouco tempo. No mais, não quero fazer promessas ou dizer que essa força roubou tudo que eu resolvera guardar – isso já foi externalizado - . Quero sentir o entorpecer de cada palavra vivida, de cada sexo, de cada amor, de cada cumplicidade que só ele inventou como me mostrar. E que com certeza meus olhos, corpo e intenção fazem questão de procurar como retribuir. Um livro novo, sem necessidade de escrever um final...




terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Caminho de casa


Voltei feliz ao caminho  da solidão, sem mágoas ou medos, larguei sua mão, seus dedos e vontades. Sem segredos, eu escolhi voltar. Voltar para o meu caminho, minha estrada, aquele lugar onde eu não tenho o vício de me machucar. 
Simplesmente aconteceu, nosso caminho já não era mais tão linear e não importa se alguém ganhou ou perdeu, fizemos nossas escolhas e sempre que lembrar de você irei ganhar a doce certeza nos meus pensamentos de que a vida continua.
Por muitas vezes não quis me convencer, quis procurar saídas e tentei de tudo para arrancar teus olhos da minha saudade, os dias foram passando e aos poucos tudo foi voltando ao seu lugar, enquanto isso fui me refugiando nas palavras de cada dia, respirando nossas lembranças até sentir que estava em casa, segura, onde não existe mais o vício de me machucar.  

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dizendo adeus


Depois de sentir que errei mais do que acertei na vida ou que pelo menos ganhei um empate nesse quesito, levo comigo a certeza de que meus pés começaram a escalar os degraus iniciais da minha grande jornada. Sem exageros, eu que sempre nadei em dúvidas, hoje mais serena, consigo pescar boas escolhas nesse mar que vivi durante tanto tempo.
Aprendi a podar meus sentimentos, meus excessos e minhas avarias. Ganhei beijos e abraços inesquecíveis nesse período - o que não me deixa arrepender - e mesmo na dor aprendi a dizer adeus na hora certa, antes da mágoa adoecer o carinho, antes de sujar o que podemos ter de mais bonito para com o próximo, o amor. 
Fui feliz em todas as despedidas, principalmente quando de longe vi que a satisfação vinha tanto para mim quanto para quem já estava em outro território, porém, fui ainda mais feliz quando percebi que para poucos meu adeus tinha sido em vão, eles não questionaram e vieram fazer morada no meu território outra vez. Vieram apontar meus erros e dizer que no bom ou no ruim estariamos juntos. Voltaram por opção, por falta, por saudade, não importa, voltaram!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Páginas em branco


Te coloquei entre minhas páginas em branco. Te fiz especial e tentei ouvir teus olhares, tua necessidade. Te retratei nos meus contos e quis que você tivesse um lugar, o seu lugar no meu caminho. Tentei esquecer o fim que latejava dentro de mim. Lutei sem sucesso contra o não querer e mais uma vez te joguei entre minhas páginas. Dessa vez querendo que você fizesse morada nas minhas palavras. Procurei idéias para te fazer ficar, para te dar eterna moradia naquelas páginas em branco e que juntos pudéssemos viver o mistério do sim.
Mas eu tive medo, tive medo e em poucos dias fui tomada pela angústia de quem ama. Me permiti nadar entre enganos e desenganos. Chorei baixinho ao perceber que tanto medo poderia ser capaz de consumir tudo que eu havia levantado nos meus sonhos, para mim ou para nós, sabe-se lá o que nos aguarda. Fui fraca. Fui fraca e me perdi! Me perdi nos teus abraços querendo achar o remédio para os meus medos e acabei ficando ali, me encontrando e me entregando. Foi quando sem esperar percebi que o fim estava próximo, eu havia me achado e o preço disso era te deixar partir. Chorei. Chorei quando vi uma muralha se erguer e aquela folha em branco que te dei não seria mais o lugar que você iria assumir como sua casa. Aquela página agora tinha um ponto final. Precisava agir, não podia te perder por inteiro, aprendi a guardar a minha dor e procurei um jeito de eternizar quem me mostrou a cura para todos os meus males. 
E lá estava a solução, diante de mim, você que fazia arte nas minhas antigas páginas em branco, por pouco tempo ou não pintou o seu lugar. E essa pintura era nossa marca. 
Quisera eu ser forte e esquecer a pronúncia da palavra adeus, quisera eu te dizer que mesmo indo  embora tenho certeza de que nos reencontraremos. Quisera eu que tudo fosse como eu quisera quando minha maior exigência era sua presença. Mas, o fim se fez forte e hoje espero o dia em que o destino nos fará o favor de me acariciar com o silêncio do teu olhar, quando esse dia chegar, eu poderei dizer que desde o primeiro adeus tudo em mim já era teu. E ainda é!
Hoje levo embora comigo só a saudade, pois dela eu preciso. Não posso mais andar sozinha, desde que você me tomou que eu conheci o que é ter alguém que sabe levar seus medos sem sentir e faz o conteúdo das pinturas mais íntimas ecoarem pelo corpo. E você que na breve morada em minhas páginas fizeste o desenho perfeito do que poderia ser real, do que um dia venha a ser... Do que um dia seja real para nós dois, aqui ou ali, juntos ou separados. Nas nossas páginas em branco nós fizemos o desenho do sim. Agora temos de presente um colorido que só a gente soube pintar. Juntos ou separados é a nossa pintura e isso ninguém pode nos levar.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Cada pessoa, um medo.

As chances de melhorar são dadas a todo momento, os caminhos são jogados na sua frente e você sempre tem a opção de escolher. Com o tempo aprendemos também que nossos medos e traumas influenciam nossas escolhas, que os impulsos também tem a mesma força e que  você é colocado o tempo todo frente a frente com sua obrigação de evoluir. Cabe a você andar para trás ou para frente. 
A ansiedade de caçar respostas é latente, e mais ainda, de que essas respostas estejam certas bate fundo no peito. 
Porém, nos momentos de dúvida me pergunto pra que tanto?! Se a vida é feita de experiência, se as pessoas que você conhece por ai nem sempre estão dispostas a também encontrar respostas. Estão cheias de amor volátil,  volúvel, inconstante... Sei lá quantos nomes poderíamos dar para a desculpa do não mais "errar". Quantos nomes se dá para o que julgamos sentir?! 
Bom, alguns chamam de amor próprio, eu prefiro chamar de fuga. Da mesma forma que um dia eu fiz, da mesma forma que um dia eu me assustei... Acontece! Pessoas vão e vem na sua vida o tempo todo. Em fases diferentes da vida delas.
Só aquelas que não tem medo de sentir permanecem, é disso que o mundo precisa: sentir. 
Está com alguém e não ter medo do que ela desperta em você, não ter medo de criar expectativas, não ter medo de se entregar, afinal nos relacionamos com pessoas, e pessoas precisam um do outro o tempo todo. Por isso, eu continuo pedindo a Deus que só me mande partes inteiras, cansei de conhecer só a razão alheia, preciso ver o coração falar mais alto.