segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Visita

Eu não sei aonde você foi ou para onde foi aquele tal apreço(?!).

Essa vontade louca de chorar não abandona  meu peito(não tenho culpa), procuro ver a saída, mas parece que a palma de sua mão ainda tapa meus olhos. Vou caminhando por entre tantas malícias e meu coração de fato, era o tolinho da vez.

Costura essa dor, veda esse espaço que você mesmo criou, talvez sem culpa, talvez na minha emoção o espaço retratou seu lugar e se manteve vazio nas suas horas de angustia. Hoje nas minhas próprias costas consigo sentir o penar dessa falsa expectativa.

E hoje ela veio me visitar - tristeza -. Chegou na minha porta e continua pedindo pra ficar, após um chá posso me despedir e dizer que seu tempo acabou, vou dividir com você algumas lágrimas e indagar vários "porquê" mas, no final dessa conversa quero que se retire. Quero que vá e leve consigo tudo o que nunca chegou até mim. 

Incomodo?!

Que esses lábios não te impeçam de voltar e os olhos digam amém. Que meu corpo não trabalhe mais nenhum anseio da tua volta e minha saudade não passe de lembranças, não vou calar diante dos erros, sejam eles meus ou não. Não vou fingir conforto quando meus poros desesperam por vomitar cada resquício de pele sua que ficou em mim.  Coloquei as mãos nos olhos e deixei o impulso gritar. Arrependeu?! De fato. Quebrei meus potes de raiva e pérolas aos porcos foram dadas, hoje meu drama é livrar esse querer e apagar as poucas lembranças das extintas horas ao teu lado.

Me arranhou e eu gritei.
Me doeu, Gritei mais alto e quase chorei.
Me me fez rir, pensei em perdoar.

Mas o repudio que parecia tomar conta de mim junto com a vontade do perdão que me incriminava. Foi quando percebi que se me fez lembrar é porque a saudade chegou e em mim não tive mais você,então não dê mais tempo pra o acaso, chegue.

Não precisa nem avisar, venha e traga consigo somente as coisas boas pois desse egoísmo tão presente e comum eu não partilho mais.Dessa maré que molha meus pés e com sutileza prende minhas pernas e me deixa cair.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sem título só lembrando...


Penso em você, nos seus receios e insegurança. Penso o que passa na tua cabeça quando teu semblante muda e principalmente se existe algum espaço para o "nós" que ainda estar por vir.
Penso, que desde o primeiro beijo(esse mesmo que me fez morrer de rir) já te achava parecido comigo. E tanto tempo depois você vem pairar na minha mente agora (?!), sua imagem vem querer fazer parte do meu futuro e meu coração já nem quer saber o porque só quer teu amor como troféu pra cuidar e numa moldura harmonizar nossas vidas.
Já não tenho fome e a insegurança do teu afastamento corrói minhas veias.
Meu peito imperfeito só pensa em arrumar um jeito de te arrancar todos os teus medos e te trazer para os meus dias, de olhar impaciente para o relógio e ficar feliz por cada minuto a menos que irá me trazer teus beijos.
Corra! Mas, corra pra junto de mim e confesse seu passado. Vamos trocar nossos medos em lembranças inesquecíveis que nos darão momentos de amor inexplicáveis e com certeza para os nossos sonhos intermináveis.
É a nossa chance, o destino mais uma vez esta batendo a nossa porta e dessa vez já não quero fazer parte dos seus amores antigos. Entenda que o passado já foi, não podemos mudar o que nos machucaram(ou o que machucamos), mas o futuro a gente ainda pode moldar. Me dê um segundo que posso fazer dele eterno...

#maisumapraele

Quem te espera

(desespera)

Se meus passos pudessem caminhar conforme a razão diria a mim mesmo que levasse pra bem longe seu semblante do meu peito, esse mesmo tão perfeito que nada diz em verdade aos meus sentimentos.
Já não existem mais amores como nos contos que sempre ouvi das mais românticas do passado, meu peito paralisou diante dos teus olhos e várias vezes tentei desviar o olhar pra não me entregar. Puxando forte a respiração e lutando pra te contar dos meus antigos tremores as tuas investidas.
Vejo que você ainda não percebeu (ou não quis perceber) que nossa vez chegou, nossos olhos se encontraram e desde o primeiro beijo já sabíamos que em sintonia nossas estrelas comemoravam. Enfim. Enfim, voltaste de outra vida, de algum céu azul ou apenas de um lugar distante pra alegrar meus dias. E eu com tantos medos ainda pretendo vestir os teus, ganhar tua rotina e anestesiar meu drama me sentindo acolhida em teus braços. Já disse uma vez: "vem fazer morada de baixo do meu teto", mas vem logo, vem de uma vez que eu não vejo a hora de te receber, não vejo a hora de descansar esses braços estendidos a tua espera nos arredores dos teus ombros e meus olhos então que se molham ao imaginar o fascínio da tua volta (de outras vidas) tão esperada pelo meu intimo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Contradição

Nossos corpos se perderam no além do meu imaginário e quando resolvo abrir os olhos onde você estar? Onde me encontrar agora? Foi embora e levou minha calma...

Tento correr, mas como um vilão tua imagem me persegue, coloca em foco esse teu sorriso e arranca minhas forças. Sem coragem, não possuo condições de viver sem você. Não possuo condições de criar minhas melhores imagens sem tua companhia. Vem meu amor, volta para o meu coração e me deixa reagir a tua volta. Grita tua imagem em meu ser, cola em mim essas pernas e vem fazer morada de baixo do meu teto.

Falo coisas sem sentido, meu peito reage também sem sentido e continuo sem entender esse teu falso medo. A realidade do teu não querer não me é real e peço que me deixe vestir tuas angustias nesse tal espaço imperfeito que em mim existe. O mesmo espaço que só irá se tranquilizar com teu semblante recente nos meus dias. E tuas mãos percorrendo meu querer diariamente...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Desconhecido

Para ele (pra poder falar de mim)
Em vários textos procurei teu consolo. Procurei me achar na sua dor, mesmo seu intimo sendo desconhecido para mim. Procurei encaixar-me nas suas dores e perceber tamanho desconforto que ecoava diante das tuas palavras.

Não achei. Parei, pedi um tempo do racional e meus olhos tentaram mais uma vez te enxergar, não a dor dessa vez, mas a força que ainda existe dentro dessa pureza. A força que ás vezes também precisa de colo e mimos, essa mesma força que parece descarregar em meio as palavras de revolta.

Lágrimas desperdiçadas em razão do você acreditar ser mais forte do que o que te guia, do que o que te move. complicado? Na maioria das vezes sim. Não sei se entendo sua dor e nem partilho desse mal, acredite ou não dói em mim sentir a força das tuas palavras e não a do teu amor para com o mundo, da tua essência mágica que diverte a todos. Do teu carisma e principalmente da tua moral e nobreza. Porque falar de nobreza nesta hora? Provavelmente foi reconhecer tais sentimentos em você que fez minhas pernas tremerem em uma noite que passou.

***

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pra sonhar - Marcelo Jeneci


Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão
Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar
O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais
De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou:
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar

- Dispensa comentários -

Sem futuro

Nas minhas mãos estão teus sonhos, tuas histórias e roteiros. Senti todo esse perigo e por nada quis lutar.
Em minha mente não poderia acreditar que essa solidão me tirasse a paz e então, tua doença me calou. Transformou em nada meu receio de você.

Algum tempo depois ainda posso ver suas emoções em minhas mãos, que por muito tempo escorreu entre meus dedos, entre nossos dias de rotina e sem abrir os olhos para meu falso amor você dizia ser feliz.

Hoje, Quando eu te ofereço amor de verdade vejo nos teus olhos com o brilho apagado a tamanha vontade de viver a verdade da minha história. Algo que meramente jamais aconteceu.

Como pode alguém amar assim?

Tive tudo em minhas mãos e não te dei nada, nem lembrei de você ao meu lado quando tentei abraçar outros sentimentos, outras emoções e histórias. No fim te encontrei encolhida ainda junto a mim, talvez por medo dos respingos desse meu tal estrago ou talvez por vergonha. Isso nunca irei saber já que alguém que não sabe amar provavelmente não irá saber confiar

Dar-te-ei hoje amor de verdade? Ou asseguro a ti que vá colher melhores frutos em outros locais pois pérolas jogadas aos porcos deixam de resíduos mal cheiro.