terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Posso quase tudo

Posso falar de você,
Posso mentir,
Posso cantar aos quatros cantos que não me importo,
 Posso suportar toda a dor do mundo,
 Posso até caminhar entre pedras de gelo ou fogo,
 Posso viajar, sumir, disfarçar...
 ...Correr. Mas eu sei que seu retrato corre comigo, foge comigo e no fim quando me escondo ele me diz onde estou.
Posso tentar me disfarçar na sua frente,
Distribuir sorrisos e negá-los ao te ver,
Posso quase tudo para não ter que te querer
Inclusive esconder, mentir e enganar meu próprio coração.

Sabe qual é o problema?

Solidão que gera expectativa. Frustração!
#Pra refletir
A realidade é que a quase totalidade espera para si uma pessoa exatamente como a que habita a sua imaginação (sabe lá até onde é fértil), queremos pessoas que nos complete, que riam das nossas piadas e que sejam sensatas e de bom gosto. Porém, temos que perceber a realidade do mundo, é tão difícil dar o melhor de nós para nós mesmo quem dirá para alguém que você conhece tão superficialmente. Ou seja, tenha calma (e paciência) procure conhecer as pessoas da maneira como elas são e não tente mudá-las, ninguém muda por ninguém, caso isso aconteça tenha certeza que é provisório e que no fim ela será uma pessoa frustrada e que irá te cobrar todos os dias por esse tempo em que não foi ela mesma. Então fica a pergunta, você esta preparado para carregar a responsabilidade da frustração de alguém?
Minha idéia, seja feliz, deixe o amor acontecer e se permita. Projetar suas (APENAS SUAS e de inteira responsabilidade também)  expectativas em alguém e esperar que a outra pessoa atenda as suas necessidades é carência, então, procure tratar das suas necessidades primeiro, se conheça e depois vá em busca do grande amor, ou então deixe ele te agarrar de surpresa. É mais gostoso! (Rs!)

Volta

...E o quando me pego não querendo esse amor, me dou conta que também me afasto dos meus melhores sorrisos.
Anseio pelos teus braços, pela tua rotina e pelos teus olhares de mal criação. Anseio pelos odores, pelos beijos e pelo queimor do nosso corpo.
Anseio por você.
Torço, grito, renovo em mim sempre a esperança de que no final, antes da culpa dominar nossos corpos por tanto adiamento, ainda irei encontrar teus olhos perdidos no espaço, em um canto qualquer a me procurar, e nessa hora perceber que o medo que nos separou servirá de consolo para um tempo que não volta mais e dos teus lábios perceber apenas um: - Enfim. Enfim, você voltou!


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Falácia

E se os nossos caminhos se perderem nesse destino sem promessas juro, tentar não lutar contra o te esquecer, não se lembrar dos momentos sórdidos e proibidos que me fez apaixonar e acreditar que essa paixão poderia ser vivida sem danos. Tais danos que um dia acreditei não poder existir são hoje, os que me arrancam lágrimas por tua ausência.
É esse meu querer quase que sem explicação e que torna-se para os demais um não querer e vai me deixando confusa, confunde também aos que tentam entender e que jamais terão uma resposta sobre o que define esse desejo. 

É usar a censura para sair um pouco da insanidade que meu corpo viaja ao lembrar-se dos momentos proibidos que juntos nos permitimos e assim viver você no pessoal e principalmente nas lembranças dos teus toques.
Um amor que não vem do peito, e sim das pernas. Não sou eu que te amo, são minhas coxas, que não hesitam em cair delirante ao lembrar-se da dança constante que nossos corpos tendem a narrar quando estamos juntos. São meus tendões que pulsam a tua ausência, gritam aos teus olhos a nossa vontade.
 Vem logo, faz tua base em nossos delírios e finca de vez tua bandeira nessa história de fato sem sucesso. Já que o futuro são as lembranças do hoje, vamos nos encontrar mais além, vamos nos amar enquanto ainda nos é permitido e nos perder na falácia que é esse nós. Nesse íntimo proibido que se torna real quando me encontro nos teus braços e me perco entre sonhos, vontades e no louco desejo que me domina e me faz fechar os olhos ao comando dos teus lábios.