...E depois de tanto tempo ainda ouço sua voz
me dizendo as mesmas coisas, são as mesmas histórias e os mesmos contos de fada
que antes não tinha sentido.
Porém, hoje digo
que não vou conter todas as vontades que eu tenho ao te ver, também não vou
esconder tudo que realmente gostaria de fazer. Sinto muito! Demorei demais para
te encontrar, sonhei noite e dia com esse momento e quando achei que estava
ficando louca pedi a Deus um sinal. Um sinal para saber se essa busca insana
tinha uma ponta de verdade.
Eis que em meu colo fui agraciada com tua
presença cada vez mais latente. E que todo esse tempo de espera, a tua espera, era
apenas uma confirmação que durante esse longo caminho eu andava em tua direção,
que meus olhos nunca se desviaram dos teus rastro e que cada caso do passado te
deixava mais próximo. Como uma ponte que uma certa hora nos ligaria de forma
simples e sutil, como um passe de mágica.
Um grande amor perdido no passado, um
passado mais distante do que a nossa compreenção possa entender, porém, não tão
distante da verdade escancarada do rencontro dos nossos olhares. Do saber que ali
existiam dois seres se reconhecendo, duas almas trocando carícias após tantos
anos sem contato.
Enfim, enfim o reencontro chegou e o que grita mais alto é a
vontade de dizer:
“Eu quero segurar a sua mão”... “Eu quero segurar a sua mão”...