O vento sussurrou certas carícias no meu ouvido hoje a tarde, disse que meu caminho seria lindo, que minhas mãos nunca deveriam apontar a
decisão alheia e que meu sorriso deve refletir apenas quem eu sou e nunca o que
eu espero de alguém. Sendo assim, que as escolhas alheias não sejam um peso
dentro de mim, que elas não me machuquem tanto quanto meu medo me faz sentir. Sem
exageros, sou inteira poesia. Intensa
intensidade. Não espero que o mundo me entenda, não espero mais exageros do que os meus. Só peço uma coisa: Se vier, venha inteiro.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Esperar
Eu me odeio quando crio expectativas, quando baixo a guarda ou quando fico na ânsia de que o telefone toque em qualquer instante. Odeio.
Eu odeio minha tolerância com o que não deveria ser tolerado e odeio mais ainda saber que isso me faz mal e que eu nunca paro de fazê-lo.
Qual o sentido de tudo isso?!
Viver na emoção de expectativa?! Isso é burrice! além de perigoso, machuca.
Pois bem, eu nunca fui mesmo de lamentações ou de ficar nos cantos perdendo tempo com pessoas ou coisas que não se permitem amadurecer.
Já sei! A arte de testar os próprios limites, a arte de ver até onde pode ir, de achar que tem peito de ferro e não vai se lamentar lá na frente. Que isso vai gerar bons frutos e/ou no mínimo boas histórias para mais um conto ou poema...
okay, okay! Eu assumo, ás vezes quebro a cara mesmo, entro em situações que sei exatamente como vai terminar e ainda assim, foda-se, eu quero mais é viver. Depois, fico me lamentando e me punindo pela pessoa que escolhi ser. Mas, uma coisa é certa e deve ser lembrada: No final das contas, nós dois fomos egoístas, no final das contas tudo girava em torno do nosso ego e prazer o tempo todo. Eu aprendi a querer você mesmo assim, egoísta e sarcástico. Mas, você não me deu motivos pra ficar e agora eu vou embora, sem passagem de volta.
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