terça-feira, 27 de agosto de 2013

Sem tempo

Do nada as coisas mudam de rumo, rota, percurso. Do nada, tudo muda. Mesmo quando o tudo era nada, a angústia de quem se prendeu naqueles dias hoje encara a dor do susto no vazio. A dor de ver escorregar o que estava entrelaçado entre os dedos.Sentindo a dor de perder o que nunca teve, sentindo seu corpo recuar do salto de cabeça que tivera dado naquele mar desconhecido, enquanto o outro lado molhava os tornozelos devagar preocupado com resquícios do passado que ainda amargavam seus beijos. Seus atos não usavam o mesmo caminho que o seu corpo quando estávamos juntos... Foi o fim, ou não foi nem o meio ou o começo, apenas foi.. Do mesmo jeito que chegou, veio e foi sem explicar muita coisa, me pediu dez minutos e eu fiquei aqui deitada querendo entregar anos com o gosto amargo da saudade perturbando minhas lembranças. Sonhando em ter sido agraciada com o mistério do sim por pelo menos mais alguns minutos de décadas de segundos...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Verdade

Meu caminho fora trancado. Meus dias derramaram rastros de dor, de lágrimas e confusão. Chorei sem disfarçar. Lavei e limpei a alma, tentei falar mas meu grito mudo engasgou. Deixou aquele velho nó que a gente sente quando se faz de forte e me fez mudar de rota, ou achar que tinha mudado. 
Tentei. Fiz de tudo, fui louca, até suicida. Fui triste por te amar demais, até mais que a mim. Muito mais que a mim. Não tem segredo, apenas doei-me e doeu, a culpa foi minha, eu tenho esse vício de me machucar...
Meus dias ficaram cinzas e não tocar no assunto sempre me trazia um ou dois sorrisos, até ficar sozinha novamente e ser atormentada por todas as lembranças e por aquele bem querer que me escolheu como vítima.
Ainda bem que tenho lápis de cor, pintarei meu arco-íris, meu céu, meu inferno, meu mundo. Colocarei as cores mais coloridas possíveis e desenharei um sol bem grande, porque, crescer é isso mesmo, né?! Cair, levantar, acreditar, ser inteira. E isso, eu fui!