Nessas tantas idas e vindas, troca de humor, desencontros. Palavras que deveriam ser ditas e tornaram-se brumas no ouvido imenso do passado.
Espaço suficiente para o não dito e sempre o que sobra é a incompreensão.
Talvez o tempo cure (ele vai curar), talvez nos dias futuros nada mais tenha alguma importância, mas diante de tudo que aconteceu me pergunto se tudo que não foi dito poderia ter mudado o rumo das coisas. (???) Me pergunto se as palavras por trás de cada olhar teriam feito alguma diferença.
Não me dou ao direito de ter essas respostas, depois do não dito quero apenas o não vivido. Quero caminhar por entre as árvores e não me sentir culpada por calar. Quero tua ausência, essa mesmo que tempos atrás me causava angústia. Hoje é dela que necessito para levar a mesma angústia embora.
A menina que acreditava na força de um simples olhar e que se fez de estandarte enraizada ao teu lado não floresce mais. Seu caminho não pertence a nenhuma obra desse destino aparentemente reservado.
Sem lágrimas, o caminhar continua e as escolhas sofreram algo chamado: choque de realidade. E viver por migalhas não me era necessário, preferi exclamar a você e aos ouvido interessados: Atirem-nas aos passáros rasteiros pois minhas asas floreceram e de ti não preciso mais. Meu passado mudou o futuro e se fez felicidade.
Sem lágrimas, o caminhar continua e as escolhas sofreram algo chamado: choque de realidade. E viver por migalhas não me era necessário, preferi exclamar a você e aos ouvido interessados: Atirem-nas aos passáros rasteiros pois minhas asas floreceram e de ti não preciso mais. Meu passado mudou o futuro e se fez felicidade.
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