E quando você menos espera , o esperar prende. Sem cuidado, ofende.
Chega sem avisar, veste-se com o véu do interesse e te assoalha. Não, ele não fala.
Quando vem, vem de braços abertos e aguarda o seu fechar de olhos, aguarda
seu descanso nos próprios delírios e então ele se extingue. Não deixa registros,
apenas te trouxe bons momentos fincados no prazeres que ainda não te pertenciam e partiu.
E o que eu ganhei? (Além das pertubações)
Em sumo, experiência. É tentando que alcanço a perfeição. e para chegar lá, é preciso experiência e essa, só se adquire tentando, errando.
Lamento pelo medo do oceano, pelas muralhas impostas no intimo e principalmente lamento pelo calar. Pois se eu hei de viver a vida questionando quem me acompanha hei de viver presa no caos da sobrevivência do social. Prefiro o meu caminho, ás vezes mais árduo, mais intenso, mas com certeza o que sempre procura guardar a serenidade que o amor nos trás.
Como já dizia o poeta:
"...Românticos são poucos, românticos são loucos desvairados. Que querem ser do outro e que pensam que o outro é o paraíso. São dos tipos populares, que vivem pelos bares e mesmo certos vão pedir perdão. Romântico é uma especie em extinção" (Vander Lee)
Dar-te-ei essa versão de mim para sempre ao mundo, pois quando chegar ao fim todos saberão do amor que tive e dos amores que me foram tomados. E se um dia hei de definhar, que as lembranças do amores que tive me leve em calmaria para o nunca mais.
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